LATAM Stage12/08 · 17h05–17h50Criptorama in Rio45 min de sessãoresumo em 6 min
Ativos Virtuais e Segurança Pública: Cooperação no Combate ao Crime
COAF, Polícia Federal, MPSP e Chainalysis mostraram como a Magna Fraude mudou o papel do cripto e onde a cooperação ainda emperra.
- 10xde crescimento do volume em criptoativosChainalysis
- 30 milcomunicações que o COAF recebe por diaCOAF
- 12 a 18 mesespara reestruturar o sistema após o casoMPSP · Magna Fraude
- 400pessoas no evento em Roma sobre cooperaçãoCOAF
Contexto
Painel da trilha Criptorama in Rio, no LATAM Stage, moderado por Julia Martinelli, da ABcripto. Com o setor entrando de vez na regulação do Banco Central, a mesa juntou COAF, Polícia Federal, Ministério Público de São Paulo e Chainalysis para responder o que mudou na prática: como o crime usa criptoativos hoje, o que já foi possível congelar e por que a comunicação de operação suspeita ainda não serve.
Termos citados
- PSAV
- Prestador de serviços de ativos virtuais, a figura que a regulação do Banco Central passa a alcançar.
- A sigla apareceu ao situar a etapa atual da regulação brasileira.
- Lei 14.478
- Marco legal dos criptoativos, citado como ponto de partida da regulação brasileira do setor.
- Dela veio o decreto que nomeou o Banco Central como autoridade reguladora.
- COAF
- Órgão que recebe as comunicações de operação suspeita e as transforma em relatório para polícia e Ministério Público.
- Foi descrito na sessão como o ponto de encontro entre o setor público e o setor privado.
- Comunicação de operação suspeita
- Aviso obrigatório que o setor regulado envia ao COAF ao identificar indício de operação atípica.
- A cobrança na mesa foi que venha contextualizada, e não apenas registrada por obrigação.
- Tentáculos
- Repositório da Polícia Federal que unifica registros de crimes ligados a fraudes eletrônicas e golpes digitais.
- Alimentado por bancos, corretoras de câmbio e seguros, e alvo do projeto novo com a ABcripto.
- Magna Fraude
- Operação citada como o caso em que o criptoativo apareceu como infraestrutura do crime, e não como objeto.
- Rendeu bloqueio de ativos de origem ilícita e recuperação de parte do valor desviado.
- Conta de laranja
- Conta aberta em nome de terceiro para dispersar dinheiro de origem ilícita e dificultar o rastreio.
- A dispersão por várias delas foi citada como o custo de reagir tarde demais.
- Siscoaf
- Sistema pelo qual as comunicações chegam ao COAF, discutido com o setor sobre o que serve e o que não se aplica.
- O sistema novo deve ser desenhado junto com o mercado de ativos digitais.
Marcos citados- Anos 2000A sessão situou nessa década a evolução do mercado de câmbio que as autoridades ainda estão aprendendo a acompanhar.
- Há 5 anosNessa altura, o dinheiro de um golpe simplesmente ia embora, sem como cortar o cripto na raiz.
- Meses atrásEvento em Roma com 400 pessoas de polícia e Ministério Público falando de cooperação, relatado na sessão.
- 12 a 18 mesesJanela apontada para reestruturar o sistema e evitar que incidentes como a Magna Fraude se repitam.
Citados na sessãoABcripto·COAF·Polícia Federal·Ministério Público de São Paulo·Chainalysis·Banco Central·Tether·Magna Fraude·Tentáculos·Siscoaf·Roma
TemasSegurança Pública·Regulação·Investigação·Compliance·Cooperação público-privada