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Stablecoin Stage

13/08 · 12h00–12h20StableCon Brazil20 min de sessãoresumo em 5 min

RedotPay: impulsionando os pagamentos globais com stablecoins

A RedotPay levou ao palco a tese de que a stablecoin some do aplicativo: cartão, remessa e P2P na frente, conversão em um segundo atrás.

Jonathan Chan

O essencial

Contexto

Apresentação solo de Jonathan Chan, de Hong Kong, no palco de stablecoin: a RedotPay é um app de pagamentos que usa a moeda estável como trilho, não como produto de vitrine. A sessão percorreu os módulos — cartão físico e virtual, carteira multimoeda, P2P e recarga de celular —, comparou remessa bancária com remessa em stablecoin e expôs a operação brasileira, feita com a Circle desde abril do ano passado.

A sessão em detalhe

Abertura

Para muita gente, este é o primeiro app financeiro

A abertura foi com a empresa que veio de Hong Kong para se apresentar. A RedotPay é um aplicativo de pagamentos construído em torno de stablecoin, com usuários em mais de 100 países — e a premissa repetida no palco é que, para uma parte grande dessa base, o app é o primeiro contato com um serviço financeiro.

A complexidade fica atrás da tela

Se o aplicativo é o primeiro que a pessoa usa, tudo precisa ser fácil: o que é complicado foi compactado atrás da interface, e o usuário só vê o resultado.

Um app de varejo, não uma corretora

Cartão, carteira multimoeda, transferência internacional e P2P são os módulos apresentados; o discurso é de vida cotidiana, mais do que de mercado cripto.

Em produção

O app em módulos: cartão, carteira, P2P e recarga

Cartão físico no Brasil, virtual no celular

A versão física chega direto ao usuário no país; a virtual entra no Apple Pay ou no Google Pay e serve para gastar em mais de 140 países.

Uma carteira que aceita as criptos maiores

O segundo módulo é o multimoeda: as criptomoedas de maior porte podem ser adicionadas à carteira, no que a empresa chamou de multifinanças.

O P2P transformou o usuário em balcão

Quem quer comprar ou vender cripto negocia direto com outro usuário que quer trocar. Simples, e apontado no palco como um dos motores do crescimento da base.

Recarga de celular, gift card e pontos

Na África, muita gente usa o saldo do celular como valor, e daí veio a recarga dentro do app. Cada gasto no cartão acumula pontos, que sorteiam celular e notebook.

A tese

O comerciante não quer receber cripto — e não precisa

A pergunta posta no palco foi por que tanta gente passou a usar cartão cripto. A resposta está do lado do lojista: os comerciantes não querem aceitar cripto. A RedotPay se põe no meio, converte o saldo do usuário em moeda fiduciária e entrega ao comerciante o dinheiro que ele já aceita.

O USDT entra e a moeda local sai

O usuário mantém, por exemplo, USDT no aplicativo e inicia um pagamento — um iPhone, no exemplo dado. A empresa recebe, converte e repassa ao comerciante local.

Tudo isso em um segundo, atrás da cortina

A comparação e a conversão acontecem nos bastidores, no tempo de um segundo, para que a experiência na frente continue simples para quem está pagando.

E então, convertemos em moeda local. E então enviamos para os comerciantes locais. Tudo acontece nos bastidores, em um segundo.

A ruptura

Do banco correspondente ao Pix em cinco segundos

Para explicar a diferença, os dois caminhos foram postos lado a lado. Trabalhando nos Estados Unidos e mandando dinheiro para o Brasil pelo banco, a transferência passa por banco correspondente — às vezes dois —, checagem manual e aprovação. Sair no mesmo dia é sorte; fora do horário de expediente, em feriado ou com fuso diferente, leva um ou dois dias.

Quando trava no meio, some por meses ou anos

Se algo é bloqueado no meio do caminho, a pessoa pode levar meses, ou até anos, para reaver o próprio dinheiro.

Três a cinco por cento vira 0,25%

A conta do banco tradicional foi posta entre 3% e 5% do valor enviado. No trilho da stablecoin, a taxa apresentada foi de 0,25%, com liquidação instantânea.

O parceiro local fecha a última milha

O usuário inicia o envio em USDC, a empresa encaminha ao prestador de pagamento do país de destino e é ele quem deposita na conta Pix do beneficiário.

Todo o processo leva apenas de dois a cinco segundos... enviar dinheiro de volta para sua conta Pix localmente.

Prova de campo

Brasil primeiro, África seis meses depois

A operação nasceu de uma conversa sobre como a stablecoin poderia facilitar pagamento, e virou parceria com a Circle: a moeda estável roda por baixo, invisível para quem usa. A empresa começou pelo Brasil em abril do ano passado, com a primeira transação no mesmo mês, e trata o ano e meio seguinte como um grande sucesso.

A Circle já tinha os parceiros conectados

A empresa parceira já estava integrada a diferentes prestadores locais de pagamento; foi por aí que a RedotPay entrou e decidiu levar a remessa em stablecoin ao usuário.

Seis meses depois, a vez da África

O mesmo problema apareceu com africanos que trabalham na Europa e querem mandar dinheiro para casa: renda baixa, dificuldade de encontrar banco e custo alto quando encontram.

Na Nigéria, o dinheiro cai em um minuto

Com o prestador local, o envio chega à conta bancária ou à carteira digital do destinatário em cerca de um minuto — descrito no palco como virada de jogo.

O que queremos fazer é que as stablecoins funcionem nos bastidores.

O recado

Padrão de indústria, custódia e fila na porta

Certificação e custódia antes do produto

Chegar até aqui exige time: a empresa foi atrás das certificações de padrão exigido pela indústria e mantém custódia segura para proteger o usuário.

A equipe montada no Brasil, em destaque

O encerramento foi pelo time — nada disso se faz sozinho —, com destaque para a equipe brasileira e para o que já foi construído no país.

Mais de 200 inscritos para cerca de 100 vagas

O evento da empresa na véspera teve mais de 200 inscritos e coube cerca de 100 pessoas. Ficou o pedido de desculpas a quem não entrou e o recado de que é só o começo.

Ontem à noite tivemos um evento com mais de 200 pessoas... Se você veio e você não pode entrar, sentimos muito.

O que ficou

Assentado

  • A conversão de cripto em moeda local acontece nos bastidores: o comerciante recebe fiat e não precisa aceitar cripto.
  • A operação de remessa com a Circle começou no Brasil em abril do ano passado e já soma cerca de um ano e meio.
  • O cartão funciona no Apple Pay e no Google Pay, e a versão física é entregue diretamente no Brasil.
  • A remessa foi apresentada com taxa de 0,25% e liquidação de dois a cinco segundos, contra 3% a 5% do banco.

Em aberto

  • A assinatura é novidade em teste: a empresa disse que vai se aprofundar nela e torná-la mais atraente no futuro.
  • A empresa citou certificações de padrão da indústria e custódia segura, sem nomear auditor nem apólice.
  • Depois de Brasil e Nigéria, os próximos mercados ficaram só na promessa de que há mais por vir.

Termos citados

Stablecoin
Criptomoeda de valor atrelado a uma moeda oficial, usada aqui como trilho de transporte do dinheiro.
A empresa a mantém invisível: o usuário vê cartão e remessa, não a moeda.
USDT
Stablecoin atrelada ao dólar, citada como o saldo que o usuário mantém dentro do aplicativo.
Exemplo usado para explicar o pagamento a um comerciante.
USDC
Stablecoin atrelada ao dólar emitida pela Circle, a parceira da operação de remessa.
É a moeda que o usuário inicia no envio internacional.
PSP
Prestador de serviço de pagamento local, contratado para depositar o dinheiro no país de destino.
É quem faz a última milha do envio, inclusive no Pix.
Última milha
Trecho final do pagamento, do parceiro local até a conta ou a carteira do beneficiário.
Onde a remessa em stablecoin encosta no sistema bancário do país.
Banco correspondente
Banco intermediário que repassa a transferência internacional entre a origem e o destino.
Uma transferência pode passar por dois, cada um com checagem manual.
P2P
Negociação direta entre dois usuários, sem intermediário, para comprar ou vender cripto.
Módulo apontado como um dos motores do crescimento da base.
Pix
Sistema brasileiro de pagamento instantâneo, apontado como destino final da remessa.
O parceiro local deposita ali em dois a cinco segundos.
Marcos citados
  1. Há 3 anosReferência dada no palco: existem usuários que acompanham o aplicativo desde então, base que motivou a assinatura.
  2. Ano passadoEm abril, a operação com a Circle começa no Brasil e a primeira transação passa no mesmo mês.
  3. 6 meses depoisA mesma estrutura de remessa é levada à África, com parceiro local fechando a última milha na Nigéria.
  4. Ontem à noiteEvento da empresa reúne mais de 200 inscritos, com capacidade para cerca de 100 pessoas.

Citados na sessãoRedotPay·Circle·USDC·USDT·Apple Pay·Google Pay·Pix

TemasStablecoin·Pagamentos·Remessas·Cartão cripto·Inclusão financeira

Quem falou

A seguir neste palco

Tradução simultânea em legendas — PT, EN e ES — durante todo o evento.

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